terça-feira, 4 de setembro de 2012

A DESVALORIZAÇÃO DE DEUS

“Entre esses encontram-se Himeneu e Alexandre, os quais entreguei a Satanás para que aprendam a não blasfemar. – 1ª Tm 1.20”. (Ed. Contemporânea – Thompson) “E a palavra desses corrói como câncer; entre os quais estão Himeneu e Fileto. – 2ª Tm 2.17”. (Ed. Contemporânea – Thompson). Imagino o dia em que Timóteo recebe de Paulo os relatos a respeito do comportamento de alguns jovens que faziam parte de sua igreja, não diria a surpresa pelo que eles faziam mais da forma como Paulo os retratou. Havia alguns que não se esforçaram para aceitar a simplicidade do que o apóstolo tinha ensinado, uma série de rejeições a verdade, aqueles jovens tentaram com suas astúcias minimizar a mensagem da ressurreição, e tinham a habilidade no discurso e muito poder de oratória a ponto de desviar alguns da absoluta grandeza de Cristo. Paulo cita um certo jovem chamado Himeneu nas duas cartas, é impressionante a audácia de alguém que não se importa com a soberania divina, as informações a respeito daquele outro “líder” apenas conduzia a vergonha, Timóteo tinha dificuldades de lidar com as ações e investidas de um jovem que anteriormente aceitou a Palavra de Deus mais que naquele momento se tornara um dos piores de sua geração. Temos aqui uma desigual conduta, a mensagem de Timóteo era de uma nova perspectiva de vida mais que para esta era necessário uma também nova atitude, a mensagem de Timóteo estava relacionada a uma restituição de caráter, uma nova abordagem social que demonstrava uma inigualável restituição da moral. Timóteo era verdadeiro na fé e no seu testemunho embora a heresia ocupasse lugar na comunidade que vivia permaneceu íntegro em seus ideais apologéticos, fiel aos seus princípios teologais, foi um jovem que fielmente decidiu andar com Deus e defender esse Deus com toda força e finalidade. Timóteo é o exemplo de que quando decidimos enfrentar tudo, quer seja espiritual ou físico somos beneficiados com a atuação e total atenção do Criador. Já por outro lado temos Himeneu, que acreditava que a ressurreição era simplesmente a descrição de uma experiência espiritual e que já havia ocorrido e que jamais seria um dia o ressurgimento do corpo. Um jovem nada inofensivo e repletos de sanguíneas afirmações que tentava tirar o equilíbrio absoluto da pregação anteriormente anunciada por Paulo. Himeneu era um jovem que defendia a sua heresia mesmo sabendo do tamanho prejuízo que causava na sociedade, mas é interessante pensarmos na hipótese de que a própria sociedade via-se a aceitar aquela mensagem por ser ela pouco repleta de renúncias para se viver plenamente uma nova vida com Deus, que se a ressurreição se tratava em apenas ser no âmbito espiritual o corpo poderia continuar a ser tratado da mesma forma que anteriormente, não há renúncia, Metanóia ou algo relacionado, a mensagem de Himeneu não corresponderia em enfatizar o Cristo sendo crucificado e ressurgido em carne, com essa defesa inútil e desequilibrada da verdade ele conseguiu desviar muitos. A mensagem de Himeneu deixava claro que tudo e podia fazer, uma vez na tentativa de enfraquecer a mensagem de Paulo e Timóteo a lógica é de que tudo se pode. (Continua).

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

O Relativismo Teológico



A velha serpente não se contentou em separar o homem de Deus apenas. Ao inimigo não bastava que o pecado e a morte fossem introduzidos no mundo. Satanás também ofereceu uma nova teologia e um novo Evangelho ao homem.
Este novo Evangelho surgiu ainda no momento em que Adão e Eva eram tentados no Éden. Como eles cederam à tentação, as estratégias utilizadas por satanás se mostraram eficazes e se constituíram então em base para seu sistema. Seu plano para substituir a Deus, mesmo que fadado ao fracasso pelo motivo óbvio de que ninguém pode resistir ao Senhor de toda a criação, haveria de obter algum sucesso, causando a morte de muitos que pela serpente seriam enganados exatamente como Adão e Eva o foram, quando ao dar ouvidos a esta, não se preocuparam em confrontar o que ouviam com a Palavra previamente revelada pelo Senhor.
O relativismo é uma das mentiras que constituem o pilar da teologia da serpente. É introduzida na história do homem pela serpente ainda durante a tentação que provocou a queda do homem.
De fato, Adão e Eva conheceram o bem e o mal. E o conheceram na prática. Esse conhecimento, contudo, não lhes era sujeito. Antes, Os dois se sujeitaram à experiência do mal, que ainda não havia adentrado o mundo perfeito criado por Deus. O conhecimento de tal tragédia provocou vergonha, dor e arrependimento eternos.
O homem conheceu o bem e o mal, mas não foi capaz de se tornar como Deus que sujeita tanto o bem quanto o mal à Sua soberana vontade. Caíram, desta forma, numa armadilha da qual não mais poderiam se livrar. A depender somente si, estariam eternamente condenados e sem qualquer esperança de salvação. Assim como o primeiro casal não foi capaz de se colocar frente a frente com Deus por causa de seu pecado, nenhum homem jamais poderia se colocar diante dEle novamente, pela mesma causa: O pecado havia separado o homem de Deus definitivamente.
Ninguém pode viver como um relativista a vida toda, pois quando algo de errado acontece este logo apela para os princípios da moralidade. Algumas teorias orientais defendem que ninguém precisa se sentir culpado por nada, de forma que cada pessoa se torna uma lei para si mesma, conhecedora do bem e do mal pode sim fazer o que bem entender. Esta teoria, diga-se de passagem, é completamente compatível com a atitude da serpente no Éden. Ao ceder a este tipo de mentira, a Verdade Absoluta de Deus foi usurpada pela maquiavélica estratégia da serpente.
A antiga serpente continua agindo, a iniciativa dos “neologianos” esta em evidência, o que foi declarado no concílio de Calcedônia se torna relativo, pois, nos deparamos diante da “natureza como fonte primária das respostas às questões fundamentais da existência humana”, o forte Deísmo, o imanente é real apenas como transcendente, e a Palavra da Verdade o Evangelho (que é o próprio Jesus Cristo) da salvação nos afirma que “1ª Jo 4.2 - É assim que vocês poderão saber se, de fato, o espírito é de Deus: quem afirma que Jesus Cristo veio como um ser humano tem o Espírito que vem de Deus”. A Verdade é absoluta, Cristo é O Senhor.
Por. Glemerson Alves e Geoges Nogueira.


Sexualidade e Espiritualidade na Perspectiva Bíblica


Uma das verdadeiras tragédias da história do cristianismo tem sido o divórcio entre a sexualidade e a espiritualidade. Esse fato é ainda mais lamentável porque a Bíblia apresenta um altíssimo conceito em relação à sexualidade humana.

Sexualidade e Espiritualidade não são inimigas, mas amigas. A Bíblia fala com propriedade sobre a vida espiritual que o homem precisa buscar e também de seu desenvolvimento pleno na sua vida sexual. O livro de Gênesis afirma que deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne (Gn 2.24). Biblistas renomados dizem que a expressão serão os dois uma só carne fala do ato sexual entre homem e mulher. O texto também declara que homem e mulher viviam nus e não sentiam vergonha (Gn 2.25). Richard J. Foster fala que não havia vergonha porque havia inteireza. Havia uma unidade orgânica em seu íntimo, assim como havia com o restante da Criação.
Foi Deus quem criou homem e mulher para se relacionarem sexualmente. Evidentemente que essa relação deve acontecer dentro do casamento. Pois, sexo antes do casamento é fornicação. Sexo fora do casamento é adultério. Mas, sexo no casamento é Ordenança de Deus. O sexo foi criado por Deus (Gn 1.26-28), o sexo no casamento deve ser puro e digno de honra (Hb 13.4), o sexo no casamento traz prazer (Dt 24.5), o sexo no casamento requer carícias (Gn 26.8), o sexo no casamento exige fidelidade (Ct 6.3; 4.12; Pv 6.32), o sexo no casamento exige a completa devoção dos cônjuges.

Jesus tinha um conceito elevado sobre sexo e casamento. Ele condenou a luxúria porque ela rebaixava o sexo, tornando-o menos do que aquilo para o que fora criado (Mt 5.28). Na visão de Jesus o sexo era demasiado bom, elevado e santo e não poderia ser trocado por pensamentos baratos. Ele defende o casamento declarando que o que Deus uniu, ninguém separe (Mt 19.6). De igual forma, o apóstolo Paulo tem uma visão esclarecida sobre a perspectiva bíblica da sexualidade. Ele menciona que o relacionamento de homem e mulher deve ser semelhante à aliança entre Cristo e sua Igreja (Ef 5.32), e que homem e mulher (casados) devem buscar satisfação sexual mútua (I Co 7.3).

A história e muitos de seus personagens julgaram de maneira equivocada o sexo. Quem muito contribuiu para um conceito distorcido sobre sexo foi Agostinho. Devido suas próprias estrepolias sexuais quando jovem foram responsáveis pela atitude negativa que tinha para com a sexualidade depois de sua conversão. Mesmo no contexto do casamento ele via a relação sexual como venal, a não ser que tivesse o propósito de conceber filhos. Outros teólogos foram muito mais longe que Agostinho. Alguns deles chegaram a afirmar que o Espírito Santo deixava o quarto todas as vezes que um casal se uniam sexualmente. Richard Foster relata que um tal de Yves de Chartres aconselhava os devotos a se abster de relacionamentos sexuais nas quintas-feiras, em memória à ascensão de Cristo; nas sextas, em memória à crucificação de Cristo; aos sábados, em honra à Virgem Maria; aos domingos, em comemoração pela ressurreição de Cristo; e nas segundas, em respeito às almas que já haviam partido.

O ser humano distorceu a compreensão de sexualidade através de práticas pecaminosas que constituem atos de promiscuidade, violência e impureza como: adultério, fornicação, prostituição (Gl 5.19,20), o swing (troca de casais), o sexo a três, os sexo grupal, o bestialismo ou zoofilia, sadismo, masoquismo, fetichismo, narcisismo, mudança de identidade sexual (Rm 1.26,27), erotização por telefone, sexo virtual, sexo ritual e incesto.

É necessário que os cristãos se afastem da sexualidade distorcida e compreendam a visão bíblica acerca da sexualidade humana.

Pr. Reginaldo Cruz

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Um problema chamado hereditariedade eclesiástica.


É de se notar que a busca por méritos corruptíveis e o desencontrolado anceio por títulos, renomes e prefixos tem feito com que o princípio bíblico extremamente teocêntrico seja minimizado, e o antropocentrismo adotado em uma geração enfadada a se dissolver na aquisição do palpável crescido, devemos relembrar a indigerível ação hierárquica em alguns ministérios eclesiásticos, principalmente Pentecostais e neo pentecostais em nosso país.

Homens que se aproveitam do poder humano que exercem em certas denominações para manipular decisões quanto ao que posso chamar aqui de "Nepotismo Clerical", a herança que deveria ser o Senhor como assim foi para os levitas e absorvida pela razão existencial desses alguns líderes, e isso tem mudado o foco, a herança é plenamente humana e voltada aos seus próprios interesses familiares.

O que dizer de um ministério onde em um pequeno espaço de tempo, o "herdeiro" ou o primogênito se torna o real próximo dono ou presidente, o que dizer? Alguns parecem não observarem o que realmente esta acontecendo, como frisou bem o Pr. Reginaldo Cruz em seu blog, a igreja esta se tornando o que? Um clube de atrações, esta mais preocupada com modismos do que o viver santo, mas preocupada com o dinheiro do que com a Bíblia, com sua aparência (templo) do que com o fervor espiritual. O conceito Liberal manipulando as decisões apenas para parecer mais contemporâneo, e de formas que não se necessita mais de formalidades, não tem nada a ver, enquanto o império estava matando cristãos Nero dava pão e circo aos seus súditos, para o povo continuar ou mesmo permanecer iludido, missionários continuam sofrendo no campo, não por estar no campo, mas por serem esquecidos, os apóstolos do nosso tempo, os enviados a uma grande causa, padecem com o insuficiente, enquanto os “responsáveis” lutam aqui por cadeiras diferenciadas das demais atrás dos púlpitos. .

Nepotismo Clerical, um dos ministérios mais adotados na igreja contemporânea, o Senhor Deus, Criador, a Maior autoridade de toda a existência tem sido apenas o pano de fundo para os devoradores atuais. Realmente devemos pensar no questionamento do Dr. Nicodemus. O que estão fazendo com a Igreja? Tanto históricos quanto pentecostais vivendo o distanciamento do Princípio bíblico, e adotando como meio a mesma artimanha que Constantino usou para se dar bem; o nome de Deus, e da sua igreja.

quinta-feira, 4 de março de 2010

A INCONSISTÊNCIA DO CHAMADO


“...dá-me também esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.” Atos 8.19

Mais uma vez estou a apresentar um assunto que, ao parecer é algo que irá chamar a nossa atenção e de certa forma insatisfação. Observamos tantos homens como Moisés, que foi chamado por Deus para estar à frente do seu tão amado povo (Êx 3.10), Samuel, o escolhido para por em ordem o sacerdócio em uma nação que estava completamente desordenada (1º Sm 1.27; 28), e porque não citar ao Apóstolo Paulo, um homem dotado de conhecimento que também foi chamado por Deus para exercer a excelência em missões (At 9.15), Spurgeon, que foi chamado ao ministério e se tornou um grande servo do Altíssimo na Palavra, no serviço, no ensino e no cuidado com a igreja e seus membros.

Exemplos são muitos, e temos plena convicção da particularidade do chamado divino para aqueles que não apenas almejam, mas que realmente foram escolhidos não hierarquicamente, mais sim por desejo que partiu do posicionamento de Deus, ao ministério. Mas estamos em tempos de tsunâmes, o singular período da história onde a igreja partiu para o sentido do domínio e poderio familiar, não é necessário capitanias se existe a igreja.

O indevido uso, ou a busca descontrolada e sem fim por títulos e status corrompeu a razão, a beleza do servir, foi usurpada pela estonteante luta por ser o maior no reino da terra. Lemos que o inimigo das nossas almas, ofereceu os reinos de tudo nesta terra para nosso Senhor JESUS CRISTO (Mt 4. 08 e 09), ali esta demonstrado a rejeição do Senhor quanto a busca por poder, a não preocupação com o status, a vontade de Cristo era evidenciar que a sua vinda para este mundo foi para tornar visível o seu amor e chamado para o resgate do ser humano corrompido, um chamado consistente na sagrada vontade de Deus.

O modo ao qual Simão, que era mágico, solicitou o uso do dom divino foi à causa da grande repreensão feita por Pedro (At 8.20), pois ali estava o anseio em chamar a atenção, Simão queria era ser visto, ele não havia sido separado por Deus, não havia sido chamado para tal obra, a luta por interesse pessoal era a que estava evidenciado no coração daquele homem, e detalhe, que bom que ele não foi ser tentado no deserto. Em nosso tão criativo século, lamentamos a tão cobiçada luta pelos tronos, cargos, ministérios e impérios eclesiásticos não teocêntricos, sem democracia, um escolhe e tudo bem. É triste sabermos que a igreja, tão amada por seu Criador, vive momento nada favorável, mas sim lamentável, e um exemplo disso e a infeliz união com forças políticas, devido a coisas tais se cumpre a Palavra de Cristo em que. “o amor de quase todos esfriará” (Mt 24.12). Um evangelho que esta sendo desperdiçado, trocado por meros bocados da ignorante falta de busca da vontade de Deus e de sua paz em conduzir e tornar evidente o chamado para servir.

Parece que o chamado pode ser feito de qualquer forma, e a pior forma é a humana, quando esta é trocada pela maneira divina de conduzir e preparar, não existe alicerce, falta consistência do alto, falta Deus. Oremos para que em meio a todo este desconforto momentâneo se desfaleça os corações e que a preocupação com o próximo seja mais evidente mais real na vida daqueles que realmente foram chamados para o ministério.