sexta-feira, 2 de setembro de 2011
O Relativismo Teológico
A velha serpente não se contentou em separar o homem de Deus apenas. Ao inimigo não bastava que o pecado e a morte fossem introduzidos no mundo. Satanás também ofereceu uma nova teologia e um novo Evangelho ao homem.
Este novo Evangelho surgiu ainda no momento em que Adão e Eva eram tentados no Éden. Como eles cederam à tentação, as estratégias utilizadas por satanás se mostraram eficazes e se constituíram então em base para seu sistema. Seu plano para substituir a Deus, mesmo que fadado ao fracasso pelo motivo óbvio de que ninguém pode resistir ao Senhor de toda a criação, haveria de obter algum sucesso, causando a morte de muitos que pela serpente seriam enganados exatamente como Adão e Eva o foram, quando ao dar ouvidos a esta, não se preocuparam em confrontar o que ouviam com a Palavra previamente revelada pelo Senhor.
O relativismo é uma das mentiras que constituem o pilar da teologia da serpente. É introduzida na história do homem pela serpente ainda durante a tentação que provocou a queda do homem.
De fato, Adão e Eva conheceram o bem e o mal. E o conheceram na prática. Esse conhecimento, contudo, não lhes era sujeito. Antes, Os dois se sujeitaram à experiência do mal, que ainda não havia adentrado o mundo perfeito criado por Deus. O conhecimento de tal tragédia provocou vergonha, dor e arrependimento eternos.
O homem conheceu o bem e o mal, mas não foi capaz de se tornar como Deus que sujeita tanto o bem quanto o mal à Sua soberana vontade. Caíram, desta forma, numa armadilha da qual não mais poderiam se livrar. A depender somente si, estariam eternamente condenados e sem qualquer esperança de salvação. Assim como o primeiro casal não foi capaz de se colocar frente a frente com Deus por causa de seu pecado, nenhum homem jamais poderia se colocar diante dEle novamente, pela mesma causa: O pecado havia separado o homem de Deus definitivamente.
Ninguém pode viver como um relativista a vida toda, pois quando algo de errado acontece este logo apela para os princípios da moralidade. Algumas teorias orientais defendem que ninguém precisa se sentir culpado por nada, de forma que cada pessoa se torna uma lei para si mesma, conhecedora do bem e do mal pode sim fazer o que bem entender. Esta teoria, diga-se de passagem, é completamente compatível com a atitude da serpente no Éden. Ao ceder a este tipo de mentira, a Verdade Absoluta de Deus foi usurpada pela maquiavélica estratégia da serpente.
A antiga serpente continua agindo, a iniciativa dos “neologianos” esta em evidência, o que foi declarado no concílio de Calcedônia se torna relativo, pois, nos deparamos diante da “natureza como fonte primária das respostas às questões fundamentais da existência humana”, o forte Deísmo, o imanente é real apenas como transcendente, e a Palavra da Verdade o Evangelho (que é o próprio Jesus Cristo) da salvação nos afirma que “1ª Jo 4.2 - É assim que vocês poderão saber se, de fato, o espírito é de Deus: quem afirma que Jesus Cristo veio como um ser humano tem o Espírito que vem de Deus”. A Verdade é absoluta, Cristo é O Senhor.
Por. Glemerson Alves e Geoges Nogueira.
Sexualidade e Espiritualidade na Perspectiva Bíblica
Uma das verdadeiras tragédias da história do cristianismo tem sido o divórcio entre a sexualidade e a espiritualidade. Esse fato é ainda mais lamentável porque a Bíblia apresenta um altíssimo conceito em relação à sexualidade humana.
Sexualidade e Espiritualidade não são inimigas, mas amigas. A Bíblia fala com propriedade sobre a vida espiritual que o homem precisa buscar e também de seu desenvolvimento pleno na sua vida sexual. O livro de Gênesis afirma que deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e unir-se-á à sua mulher, e serão os dois uma só carne (Gn 2.24). Biblistas renomados dizem que a expressão serão os dois uma só carne fala do ato sexual entre homem e mulher. O texto também declara que homem e mulher viviam nus e não sentiam vergonha (Gn 2.25). Richard J. Foster fala que não havia vergonha porque havia inteireza. Havia uma unidade orgânica em seu íntimo, assim como havia com o restante da Criação.
Foi Deus quem criou homem e mulher para se relacionarem sexualmente. Evidentemente que essa relação deve acontecer dentro do casamento. Pois, sexo antes do casamento é fornicação. Sexo fora do casamento é adultério. Mas, sexo no casamento é Ordenança de Deus. O sexo foi criado por Deus (Gn 1.26-28), o sexo no casamento deve ser puro e digno de honra (Hb 13.4), o sexo no casamento traz prazer (Dt 24.5), o sexo no casamento requer carícias (Gn 26.8), o sexo no casamento exige fidelidade (Ct 6.3; 4.12; Pv 6.32), o sexo no casamento exige a completa devoção dos cônjuges.
Jesus tinha um conceito elevado sobre sexo e casamento. Ele condenou a luxúria porque ela rebaixava o sexo, tornando-o menos do que aquilo para o que fora criado (Mt 5.28). Na visão de Jesus o sexo era demasiado bom, elevado e santo e não poderia ser trocado por pensamentos baratos. Ele defende o casamento declarando que o que Deus uniu, ninguém separe (Mt 19.6). De igual forma, o apóstolo Paulo tem uma visão esclarecida sobre a perspectiva bíblica da sexualidade. Ele menciona que o relacionamento de homem e mulher deve ser semelhante à aliança entre Cristo e sua Igreja (Ef 5.32), e que homem e mulher (casados) devem buscar satisfação sexual mútua (I Co 7.3).
A história e muitos de seus personagens julgaram de maneira equivocada o sexo. Quem muito contribuiu para um conceito distorcido sobre sexo foi Agostinho. Devido suas próprias estrepolias sexuais quando jovem foram responsáveis pela atitude negativa que tinha para com a sexualidade depois de sua conversão. Mesmo no contexto do casamento ele via a relação sexual como venal, a não ser que tivesse o propósito de conceber filhos. Outros teólogos foram muito mais longe que Agostinho. Alguns deles chegaram a afirmar que o Espírito Santo deixava o quarto todas as vezes que um casal se uniam sexualmente. Richard Foster relata que um tal de Yves de Chartres aconselhava os devotos a se abster de relacionamentos sexuais nas quintas-feiras, em memória à ascensão de Cristo; nas sextas, em memória à crucificação de Cristo; aos sábados, em honra à Virgem Maria; aos domingos, em comemoração pela ressurreição de Cristo; e nas segundas, em respeito às almas que já haviam partido.
O ser humano distorceu a compreensão de sexualidade através de práticas pecaminosas que constituem atos de promiscuidade, violência e impureza como: adultério, fornicação, prostituição (Gl 5.19,20), o swing (troca de casais), o sexo a três, os sexo grupal, o bestialismo ou zoofilia, sadismo, masoquismo, fetichismo, narcisismo, mudança de identidade sexual (Rm 1.26,27), erotização por telefone, sexo virtual, sexo ritual e incesto.
É necessário que os cristãos se afastem da sexualidade distorcida e compreendam a visão bíblica acerca da sexualidade humana.
Pr. Reginaldo Cruz
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