quinta-feira, 4 de março de 2010
A INCONSISTÊNCIA DO CHAMADO
“...dá-me também esse poder, para que aquele sobre quem eu puser as mãos receba o Espírito Santo.” Atos 8.19
Mais uma vez estou a apresentar um assunto que, ao parecer é algo que irá chamar a nossa atenção e de certa forma insatisfação. Observamos tantos homens como Moisés, que foi chamado por Deus para estar à frente do seu tão amado povo (Êx 3.10), Samuel, o escolhido para por em ordem o sacerdócio em uma nação que estava completamente desordenada (1º Sm 1.27; 28), e porque não citar ao Apóstolo Paulo, um homem dotado de conhecimento que também foi chamado por Deus para exercer a excelência em missões (At 9.15), Spurgeon, que foi chamado ao ministério e se tornou um grande servo do Altíssimo na Palavra, no serviço, no ensino e no cuidado com a igreja e seus membros.
Exemplos são muitos, e temos plena convicção da particularidade do chamado divino para aqueles que não apenas almejam, mas que realmente foram escolhidos não hierarquicamente, mais sim por desejo que partiu do posicionamento de Deus, ao ministério. Mas estamos em tempos de tsunâmes, o singular período da história onde a igreja partiu para o sentido do domínio e poderio familiar, não é necessário capitanias se existe a igreja.
O indevido uso, ou a busca descontrolada e sem fim por títulos e status corrompeu a razão, a beleza do servir, foi usurpada pela estonteante luta por ser o maior no reino da terra. Lemos que o inimigo das nossas almas, ofereceu os reinos de tudo nesta terra para nosso Senhor JESUS CRISTO (Mt 4. 08 e 09), ali esta demonstrado a rejeição do Senhor quanto a busca por poder, a não preocupação com o status, a vontade de Cristo era evidenciar que a sua vinda para este mundo foi para tornar visível o seu amor e chamado para o resgate do ser humano corrompido, um chamado consistente na sagrada vontade de Deus.
O modo ao qual Simão, que era mágico, solicitou o uso do dom divino foi à causa da grande repreensão feita por Pedro (At 8.20), pois ali estava o anseio em chamar a atenção, Simão queria era ser visto, ele não havia sido separado por Deus, não havia sido chamado para tal obra, a luta por interesse pessoal era a que estava evidenciado no coração daquele homem, e detalhe, que bom que ele não foi ser tentado no deserto. Em nosso tão criativo século, lamentamos a tão cobiçada luta pelos tronos, cargos, ministérios e impérios eclesiásticos não teocêntricos, sem democracia, um escolhe e tudo bem. É triste sabermos que a igreja, tão amada por seu Criador, vive momento nada favorável, mas sim lamentável, e um exemplo disso e a infeliz união com forças políticas, devido a coisas tais se cumpre a Palavra de Cristo em que. “o amor de quase todos esfriará” (Mt 24.12). Um evangelho que esta sendo desperdiçado, trocado por meros bocados da ignorante falta de busca da vontade de Deus e de sua paz em conduzir e tornar evidente o chamado para servir.
Parece que o chamado pode ser feito de qualquer forma, e a pior forma é a humana, quando esta é trocada pela maneira divina de conduzir e preparar, não existe alicerce, falta consistência do alto, falta Deus. Oremos para que em meio a todo este desconforto momentâneo se desfaleça os corações e que a preocupação com o próximo seja mais evidente mais real na vida daqueles que realmente foram chamados para o ministério.
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